RESENHAS DA COPA DO MUNDO FIFA
2014/BRASIL (1)
Por: Pedro Dantas (S. Salvador da Baía)


- Trânsito caótico...
- Brasil não está preparado...
- Estradas, aeroportos, hotéis de fraco nível...
- Equipas podem chegar atrasadas aos jogos...
- Hospitais públicos não funcionam...
- Brasil não está preparado...
- Estradas, aeroportos, hotéis de fraco nível...
- Equipas podem chegar atrasadas aos jogos...
- Hospitais públicos não funcionam...
A realização de um evento desta
magnitude pressupõe que o país deva estar preparado para enfrentar os desafios
que advêm de tal manifestação. A pergunta é: está o Brasil preparado para
organizar a copa? A resposta é simples: NÃO! E não por inúmeras razões. A
principal delas é não ter a mínima infra-estrutura, nomeadamente hoteleira,
estradas, aeroportos, meios de transporte de massas, hospitais, limpeza urbana,
restauração, segurança e comunicações. Existem muitas outras que poderia aqui
exaustivamente enumerar, mas seria demasiado cansativo. Para mim e para quem
ler.
Hoje falarei somente de 2 delas.
As prioridades foram completamente
invertidas no processo, pois uma Copa do Mundo não é feita somente de estádios,
ou Arenas, como são agora pomposamente chamados. Desapareceram as dos Romanos,
desparecem as dos touros, e criam-se as do futebol.
Durante a Copa das Confederações,
no ano passado, no Rio de Janeiro a selecção Italiana desistiu de fazer um dos
treinos programados, porque passaram três horas presos no caótico trânsito do
Rio. Que não é diferente do de Salvador, Belo Horizonte ou São Paulo, por
exemplo.
Em Salvador, pouco após a mesma
Copa, a equipa do Esporte Clube Vitória local, demorou tanto tempo a chegar do
seu estádio até à Arena Fonte Nova, onde serão realizados os jogos da Copa, que
o jogo se iniciou com quase meia hora de atraso. E a distância é de,
aproximadamente, 16 km.
Os hotéis, pelo menos onde as
equipes ficarão quando dos jogos em Salvador, são mais distantes.
Ou cortam o trânsito em dia de
jogo, nesses trajectos ou é bem provável que uma selecção chegue atrasada ao
estádio.
E episódios assim são constantes
no Brasil inteiro.
Falemos agora de hospitais.
Não terá qualquer cabimento, se
algum jogador se machucar, que vá parar em um dos hospitais públicos. Apesar
dos excelentes profissionais, sairá de lá correndo, mesmo se quebrar uma perna.
Ou as duas, até, pois os hospitais públicos são o que mais próximo do inferno
eu conheço.
Aí, irá, com toda a certeza para um
hospital privado, que são caríssimos.
E quem vai pagar essa conta? A
Fifa? A Selecção? O estado? Bem, eu inclino-me 99,99% pelo último, ou seja, por
nós.
Mais, para chegar da arena até a
um bom hospital privado, poderá levar tanto tempo quanto o necessário para se
realizar uma partida de futebol.
Exagero? Se calhar, mas é uma
possibilidade, mesmo não sendo probabilidade.
A única solução para resolver
estes problemas é sitiar a população que normalmente usa esses trajectos para
fazer a sua vida, e deixar tudo livre para que as caravanas passem.
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